Mas já... | O que é o 6G?

O 5G estreou recentemente com conexões ultravelozes em algumas capitais do Brasil, mas algumas pessoas já estão de olho no futuro das redes móveis. Como será o 6G? Essa tecnologia interage com quais aplicações da internet? Quando ela estará disponível comercialmente? Então, o Canaltech responde essas e outras questões!


Afinal, o que é o 6G?


O 6G, ou a sexta geração de redes móveis, é o conceito de tecnologia de conexões sem fio que deverá substituir o recém-chegado 5G. Em fase inicial de pesquisas, as informações sobre o formato ainda são estimativas sobre como ele atuará.


Usando frequências mais altas, as futuras redes móveis prometem maior velocidade de transmissão de dados aliado a baixíssima latência (tempo de resposta). Essa evolução beneficiará tanto os dispositivos eletrônicos como celulares e tablets quanto aplicações digitais em diferentes setores (indústria, saúde, mobilidade e internet das coisas).


Em um breve comparativo, as atuais redes 5G atuam em frequências sub-6 GHz e acima de 24,25 GHz. A expectativa dos pesquisadores é que o 6G opere em faixas de frequência de 95 GHz a 3 Terahertz (THz).


O 6G poderá ter velocidade de transmissão de dados próxima de 1 Terabit por segundo (Imagem: Reprodução/HighSpeedInternet)

Com isso, a sexta geração de redes móveis deverá ter um desempenho consideravelmente superior. Operando em frequências em THz, especialistas estimam picos de taxas de dados de 1.000 GB por segundo (Gbps) e latência abaixo de 100 microssegundos.


Tecnicamente, o 6G terá tempo de resposta imediato para envio e recebimento de dados. Pelo ponto de vista dos pesquisadores, isso tornará a internet móvel "instantânea e continuamente acessível”.


Para mais, quando atingir uma ampla cobertura e rede aprimorada, a velocidade do 6G poderá ser até 100 vezes mais rápida que o 5G e superior aos atuais planos de banda larga cabeada. Lembrando que a quinta geração de internet móvel é apontada como 100 vezes mais rápida que o 4G.


A instantaneidade do 6G contribuirá com a expansão da Internet das Coisas (Imagem: Pixabay/jeferrb)

Quais serão os avanços do 6G?


Embora ainda seja um conceito de tecnologia de redes móveis, a expectativa é que o 6G promova uma transformação digital com maior integração entre a internet e o dia a dia dos usuários. Supostamente, a sexta geração completará a evolução iniciada com o 5G.


Esses são alguns dos principais avanços esperados com a chegada do 6G:


Expansão da Internet das Coisas (IoT)


A Internet das Coisas (IoT) está se tornando algo real desde a chegada do 5G. A ampla largura de banda, a alta velocidade e a baixa latência da quinta geração de redes móveis realmente oferecem soluções objetivas para uma casa inteligente.


O 6G permitirá que os usuários tenham até dez vezes mais dispositivos IoT conectados a um ecossistema. Além disso, o tempo de resposta imediato permitirá interações instantâneas entre os aparelhos e o armazenamento na nuvem.


A tecnologia de veículos autônomos pode atingir total independencia com o 6G (Image: Daesun Kim/Unsplash)

Veículos autônomos e outras inteligências artificiais


Novamente, a alta velocidade e o rápido tempo de resposta das redes 5G serão essenciais para que os carros autônomos comecem a circular nas grandes cidades. Entretanto, a expectativa é que a tecnologia atinja o ápice apenas com a expansão do 6G.


Para especialistas, a sexta geração de redes móveis atuará em parceria com “inteligências artificiais colaborativas”. Essas interações em tempo real permitirão que os veículos se comuniquem entre si, encontrem os melhores trajetos até o destino do passageiro e tenham maior foco no trânsito e nos pedestres.


Metaverso e outras interações de realidade virtual poderão crescer ainda mais após a chegada do 6G (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Tecnologias mais imersivas


O 5G será uma tecnologia bem importante para o Metaverso e outras interações de realidade virtual (VR). Então, pesquisadores preveem que o 6G possibilitará criar uma “fusão” entre a vida física e os ambientes virtuais.


Estudos indicam que os smartphones poderão ser substituídos por novos vestíveis, como headsets VR mais avançados. Por exemplo, dispositivos complexos capazes de interpretar informações sensoriais ou — indo bem além — implantes conectados com “interfaces cérebro-computador”.


Samsung é uma das várias gigantes da tecnologia que já realiza pesquisas sobre o 6G (Imagem: Babak Habibi/Unsplash)

Quem está investindo na tecnologia 6G?


Diversas empresas de tecnologia e universidades ao redor do mundo já realizam pesquisas relacionadas ao 6G. Em 2019, a Universidade de Aveiro, em Portugal, publicou um artigo sobre o desenvolvimento da sexta geração de redes móveis e os recursos necessários para que ela se torne uma realidade.


O Instituto de Pesquisa em Eletrônica e Telecomunicações da Coreia do Sul também está promovendo estudos sobre a banda de frequência em terahertz. Tal como, a SK Telecom, principal empresa de telecomunicação sul-coreana, fechou acordos com os núcleos de pesquisa e desenvolvimento da Ericsson, Samsung e Nokia.


A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC), órgão equivalente à Anatel, realiza testes com a frequência 6G — espectro acima de 95 GHz até 3 THz — desde 2020. No mesmo ano, o Google e a Apple se filiaram ao Next G Alliance, grupo de empresas norte-americanas que se preparam para a adoção da sexta geração de redes móveis.


O 6G ainda está muito distante de se tornar uma tecnologia comercial (Imagem: Mohamed Hassan/Pixabay)

Quando o 6G será lançado?


Segundo especialistas, a tecnologia 6G pode estar a cerca de uma década de ser lançada comercialmente. As previsões mais otimistas acreditam que as novas redes móveis com alta velocidade poderão ser usadas por usuários comuns apenas em 2030.


Apesar dos primeiros estudos sobre a sexta geração terem sido publicados em 2019, é necessário novas tecnologias avançadas relacionadas à comunicação sem fio. Por exemplo, redes de dados capazes de suportar o elevado tráfego de dados e maiores níveis de segurança digital.


Aparentemente, essas questões ainda podem levar certo tempo para serem efetivamente aplicadas em conexões dentro de laboratórios. Bem como, irá demorar mais alguns anos para que a estrutura do 6G esteja pronta para atender o público comum.


Você já sabia sobre todas essas questões relacionadas ao 6G? Não esqueça de compartilhar esse conteúdo com mais pessoas interessadas no tema!


(Texto publicado originalmente no site Canaltech em 11 de setembro de 2022)