Vidaincerta revela suas angústias em “Pessoa Tóxica”

Atualizado: 2 de Ago de 2019



Após anos à frente do Analisando Sara, Gilberto Júnior inicia uma nova fase na carreira. Agora como Vidaincerta, o músico santista deixa o rock alternativo de lado para mergulhar nos beats do trap e da cena sad boy. Desta maneira, nasce o disco Pessoa Tóxica, que chegou às plataformas digitais nesta segunda-feira (17).


“Adotei o pseudônimo há alguns anos para ir preparando o terreno para um dia lançar o material solo”, conta. “Tenho me planejado para lançar algo desde 2012, mas a correria com a banda não deixava tempo para outros projetos”.


Buscando uma evolução como músico, Gilberto passou a produzir o próprio material e contou com diversos parceiros durante essa jornada. Sérgio Kamada (Emmercia) e Yago Jacques (Atlante) são alguns dos colaboradores do disco de estreia do Vidaincerta.


No primeiro momento, o material do Vidaincerta tinha como referência artistas como The Weeknd, Frank Ocean e até mesmo Justin Timberlake. Contudo, foi um artista que deu um novo direcionamento para todo o conteúdo que foi produzido: o rapper XXXTentation.


“Além da própria sonoridade, que ia do folk tristão ao trapper mais gangsta, a abordagem nas letras sobre o peso, a dor, a culpa, a mágoa, me pegaram. Assim como os discos do Dance of Days me pegavam na adolescência, conversavam comigo”, revela Gilberto.


"Acabou sendo um artista fundamental para que eu me sentisse mais seguro em me expor mais uma vez, fazendo um disco bem pessoal e honesto em relação as minhas angústias”, revela.


Com sete faixas, Pessoa Tóxica não é apenas uma reunião de faixas produzidas por Vidaincerta e outros parceiros. O disco possui todo um conceito por trás e que ganha total sentido ao ser lançado no meio do setembro amarelo.


“A real é que quase ninguém está disposto a ouvir e o disco é um desabafo relacionado a isso junto com uma declaração sobre o quanto sei que sou difícil de conviver. É um disco feito para quem passa o ano pedindo ajuda e não entende porque todas essas pessoas usando amarelo em montagem bonita não estenderam a mão antes”, explica.


Gilberto também revela um pouco do que as faixas pretendem mostrar:


“Elas vão desde explicar que talvez o melhor seja não ter um relacionamento comigo, passando pelo meu entendimento do que foi minha culpa e a minha evolução nos últimos anos. Ele encerra com um pouco de mensagem positiva de alguém que foi no fundo do poço, mas encontrou o caminho de saída e acredita que outros também podem encontrar”.


Para quem achou estranha essa guinada na carreira, Gilberto explica: “Meu primeiro contato significativo com a música foi uma fita cassete que tinha Racionais de um lado e The Offspring do outro. O rap e o rock correram lado a lado nos meus gostos musicais da adolescência”, comenta.


“Sempre tem quem prefira o que eu fazia antes e sente saudade de me ver no rock. Por outro lado, a recepção do Vidaincerta, em sua grande maioria, tem sido ótima. É bom demais ver gente que ouve meu som desde 2008 dizendo para eu continuar e que minha impressão pessoal é perceptível independente do estilo de som que eu esteja fazendo”, finaliza.

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